Inaugurada Capela Mortuária da Gafanha da Encarnação

A cerimónia de inauguração da nova Capela Mortuária da Gafanha da Encarnação, no passado sábado, incluiu a assinatura do protocolo entre a Câmara Municipal de Ílhavo e a Paróquia da Gafanha da Encarnação referente à gestão daquele equipamento.

O presidente do executivo municipal ilhavense, Ribau Esteves, realçou a importância que o Bispo da Diocese de Aveiro, D. António Francisco, teve neste processo que culminou com a cedência da gestão da Capela Mortuária à Paróquia da Gafanha da Encarnação, processo que começou a ser delineado ainda no tempo do pároco Manuel Ribau Lé (recentemente falecido).

Como a igreja paroquial da Gafanha da Encarnação se encontra a uma distância considerável do cemitério, a capela mortuária foi projectada de modo a receber cerimónias fúnebres em instalações condignas e modernas, permitindo mesmo a celebração de missa de corpo presente. Este facto, bem como as más condições da actual capela mortuária, no piso inferior da igreja paroquial, motivaram a cedência da gestão deste novo espaço à Paróquia.

O pároco Francisco Melo sublinhou que apesar da Capela Mortuária ser gerida pela paróquia, estará aberta para acolher cerimónias fúnebres de qualquer religião (Católica, Protestante, Muçulmana, ou outra), bem como agnósticas e ateias.

Arranjo urbanístico da zona envolvente

Ribau Esteves revelou que a Câmara Municipal de Ílhavo investiu cerca de 400.000 euros, de receitas próprias, na construção da Capela Mortuária da Gafanha da Encarnação e no arranjo urbanístico da sua envolvente.

O parque de estacionamento foi totalmente renovado, tendo beneficiado de iluminação pública, passeios e mobiliário urbano, de modo a servir também os utentes do complexo desportivo do Novo Estrela da Gafanha da Encarnação (NEGE).

Entre a capela mortuária e o cemitério foi colocado uma réplica do antigo cruzeiro. Se o pedestal e o crucifixo são novos, a coluna do cruzeiro é a pedra original, incluindo a referência ao 4.º centenário da restauração da independência de Portugal, comemorado em 1940.

Do lado oposto, o monumento aos combatentes do Ultramar, mandado erguer por José de Jesus Ferreira Ribau, recebeu um novo enquadramento paisagístico.

Cardoso Ferreira