O relativismo religioso é o caminho aberto para o relativismo moral, para a anomia social, para o “salve-se quem puder”. Isto é: sem convicções profundas sob o ponto de vista religioso, católicas, ortodoxas, evangélicas, islâmicas, induístas, budistas… ou seriamente laicas, não há possibilidade de visões e existências pessoais integrais. E daí decorrem caminhos incertos, decisões volúveis, opções egoístas e de alcance imediato, solidões escolhidas, tudo a ferir de morte personalidades sadias e a impedir qualquer consistência de textura social harmoniosa e feliz.
Não admira, por isso, a insistência com que os sérios responsáveis religiosos proponham os ideais que defendem como vias de realização – felicidade – pessoal e pressuposto de ordem e cooperação social. Não admira portanto que, reconhecendo em Jesus Cristo a imagem do homem perfeito, a manifestação da plenitude que nós somos, o Papa não se canse de estimular os jovens e todos os cristãos católicos a escancararem as portas do coração a Jesus Cristo.
Plenamente convicto de que só o Mestre constitui caminho seguro, verdade total, vida perfeita, Bento XVI voltou a gritar aos Jovens do Mundo inteiro a coragem de deixar entrar em suas vidas Aquele que é fiel, que é amigo, que testemunhou com a entrega da vida o amor que não é superável.
E acrescentou uma perspectiva nova: quem nos modela, quem plasma a nossa existência nesse caminho da felicidade, quem garante a permanência no rumo do Senhor Jesus, é o Espírito Santo. Luz, força e fogo de Deus, é a alma da Igreja e o artífice de todo o progresso pessoal e comunitário, na compreensão da mensagem e no esforço de lhe corresponder.
Esse é o percurso que todos precisamos de fazer: a docilidade ao Espírito, para tomarmos consciência do que somos – imperfeitos e pecadores, santificados, mas necessitados de conversão – e não olharmos para trás naquilo que é preciso deixar, certos de que, como a Tiago e João, a Pedro ou a Mateus…, Ele nos estimulará a palmilhar a estrada certa. A docilidade ao Espírito, para reconhecermos que só na Sua luz discerniremos a Verdade, encontraremos guia e ânimo para nos habituarmos a pensar como Ele ensina e a vivermos como pensamos, com passos firmes, objectivos definidos, ideais clarificados, em vez de andarmos ao acaso.
Escancarar o coração a Jesus Cristo, deixar-se plasmar pelo Espírito Santo, esse é o roteiro de conversão pessoal e o contributo seguro para uma civilização de harmonia e amor!
