Jornadas Paulinas dos Cursilhos de Cristandade

A aparição/visão do Ressuscitado a Paulo, quando este estava quase a chegar a Damasco, foi hora determinante para a história da Igreja, e por extensão, da própria humanidade. D. António Francisco apontou a importância dessa hora, no encerramento das jornadas paulinas, que durante dois dias (14 e 15 de Março) juntou à volta de São Paulo homens e mulheres que passaram pelos Cursilhos de Cristandade e outras pessoas. O encontro de Damasco foi “a hora do mistério e do milagre”: “A hora da missão e do entusiasmo pelo Evangelho à mistura com as tribulações do mundo”, porque Jesus entrou na vida de Paulo e transformou-o de perseguidor em Apóstolo; “a hora dos horizontes amplos, abertos aos horizontes do mundo de então”; “a hora das comunidades e dos colaboradores”; “a hora dos sonhos e dos projectos e da audácia da lucidez e do testemunho; a hora da prisão e do sofrimento até ao auge do testemunho supremo do sangue”.

“Paulo não conheceu Jesus pessoalmente”, observa o Bispo de Aveiro, “mas quando se refere a Jesus não o faz como um historiador que se refere a uma figura do passado; propõe-no como realidade do Jesus vivo”. Essa vivência Paulina pode ser, afinal, a vivência de cada cristão ao longo da história. “As palavras e as acções de Jesus para Paulo não pertencem ao passado, Jesus vive e fala agora connosco. É este o verdadeiro modo de conhecer Jesus”, afirma.

D. António Francisco realçou ainda a dimensão eclesial do Apóstolo, que tinha uma “alma de diamante”, segundo expressão de S. João Crisóstomo.

Primazia da Igreja em Paulo

O valor dado à Igreja, que não é “uma associação humana, nascida de ideias ou de interes-ses”, mas “uma convocação de Deus”, verificou-se na necessidade de Paulo ver a sua missão confirmada pelos outros apóstolos, na participação no Concílio de Jerusalém, que sanou problemas surgidos nas comunidades mantendo a unidade da Igreja, e, como não poderia deixar de ser, na promoção da Igreja como “corpo de Cristo”, “edificação de Deus”, “povo de Deus”.

Paulo é o “homem do universal” e o “apóstolo de todas as gentes”. O Movimento dos Cursilhos de Cristandade, seguindo o exemplo de S. Paulo e na fidelidade a Cristo Mestre e Senhor, sinta-se “revigorado, fortalecido e enviado em missão”, sugeriu o Bispo de Aveiro.