Diminuem os fumadores, mas aumentam, na gente nova, os amantes do álcool: Mais tarde ou mais cedo terão dependências graves, se é que alguns não chegaram já aí. Diz-se que é a geração dos 20 e dos 30 anos que está agora a tombar para essa vala suicida.
Os jornais publicaram há poucos dias, uma notícia que diz textualmente: “Jovens estão a beber mais cedo bebidas cada vez mais poderosas. Às consultas começaram a chegar casos de cirrose hepática nestas idades”. Isto passa-se na nossa terra.
Para aliviar a consciência da gente do sistema, dizem também os jornais que “Jovens europeus têm hábitos semelhantes e que as raparigas estão a beber cada vez mais”. Como é coisa da Europa e o que daí vem, diz quem manda, é bom, é moderno, é progressista, lá vamos nós no pelotão da frente. Portanto, mais bebedeira, menos bebedeira, mais cirrose, menos cirrose, não é desonra nem desgraça…
Álcool, drogas, dependências novas, como já a do telemóvel para as crianças, filhos empurrados de um lado para o outro, como se fossem coisas, ano a caminhar para o fim com escolas ainda em alvoroço, processos de pedofilia em tribunal prestes a concluir a dizer que, afinal, nada se passou, só fumo – tudo ingredientes que inquinam e destroem sonhos e vidas.
Por outro lado, milhares de jovens, em famílias, paróquias, movimentos juvenis, longe de serem perfeitos, mas preocupados com um sentido na sua vida e já capazes de perceber que não é um Ferrari de 200 ou 300 mil euros, que dá a felicidade, mesmo que ele não fique desfeito, ao contrário do que aconteceu ao do ídolo nacional, Cristiano Ronaldo…
Sem uma educação, séria e aberta, da inteligência, da vontade e dos afectos, sem uma aprendizagem sadia e respeitosa das relações mútuas, sem valores consistentes, sem as normas que dão valor à autoridade de serviço na família, na escola, na vida social, o uso da liberdade e as opções de muitos jovens estarão sempre hipotecados e à mercê do eterno “apeteceu-me ou não me apeteceu”.
Nem que os empanturrem de morangos com açúcar…
