Jovens sem medo da vida, do mundo e do futuro

“Um jovem sem medo da vida, sem medo do mundo, sem medo do futuro”, assim sintetizou D. Ilídio Leandro, no último domingo, o que o jovem cristão deve ser. O Bispo de Viseu falava na homilia da missa em que participaram os jovens da 38.ª peregrinação do Movimento dos Convívios Fraternos a Fátima (dias 10 e 11 de Setembro).

Num momento difícil, marcado pela inconstância e pela incerteza, D. Ilídio Leandro lembrou que o coração dos jovens está “carregado de ideais nobres”, e exortou-os à firmeza da fé para ultrapassar os muitos obstáculos – “como portas fechadas numa sociedade em crise, minada e caótica” – com que actualmente se deparam.

“Talvez analisando, um por um, os fios que tecem o vosso presente e preparam o vosso futuro, dais conta que estão falseados e inviabilizam a sã e a positiva esperança. Sem dúvida, meus caríssimos jovens, abunda a incerteza e é grande a insegurança quanto ao futuro. Fácil será então ver culpas e ver culpados de tudo isto, fácil será também desculpar-se com os erros dos outros, ou enveredar por um desânimo desmobilizador, buscando alternativas fáceis e alienantes, vazias e penalizadoras”, disse.

“O mundo e a Igreja precisam de jovens inseridos nas mais diversas áreas da vida social, económica, laboral, académica, jurídica e política, com linguagem, comportamento e testemunho sério e autêntico, que sejam referências de um mundo e de uma Igreja que anseiam por mudanças a partir do interior e no mais profundo dos valores, dos critérios e dos caminhos de renovação”, concluiu.

Os convivas de Aveiro, num total de 12, também estiveram presentes e foi notória a alegria, a boa disposição, o espírito de grupo, a amizade e a fé em Deus vivo e ressuscitado. A tarde de sábado começou com o reavivar da experiência conviva com uma oração de perdão conjunta, seguida de celebração individual da penitência. À noite celebrou-se uma vigília onde a oração a Maria e a “Cristo Eucaristia” inundou e actualizou o espírito conviva.

Este encontro é sempre uma forma revitalizante de temperar as forças para mais um ano de trabalho pastoral que se inicia e um momento para reflectir sobre a vocação de cada um.

Catarina Ferrão / CV