Junta de Freguesia da Glória opõe-se a “esta” reorganização territorial

O executivo da Junta de Freguesia da Gloria, Aveiro, não concorda com a lei de 30 de maio, sobre a reorganização administrativa e territorial autárquica, que prevê agregação da freguesia da Glória a outra(s) freguesia(s) do concelho de Aveiro.

Num parecer enviado às redações, datado de 6 de setembro e assinado por Fernando Tavares Marques, presidente da Junta de Freguesia da Glória, o executivo defende que as mudanças serão prejudiciais para as populações e que atual divisão administrativa é a que melhor defende os objetivos da nova lei como o “alargamento das atribuições e competências das freguesias e dos correspondentes recursos”, o “aprofundamento da capacidade de intervenção da junta de freguesia” ou a “melhoria e desenvolvimento dos serviços públicos de proximidade prestados pelas freguesias às populações”.

O executivo considera que a boa administração de edifícios e recursos humanos será dificultada pela agregação de freguesias e que a nova figura do conselho de freguesia criará “mais burocracia” e “afastamento dos eleitores em relação aos eleitos”. Contudo, o executivo “reafirma a sua vontade de participar numa verdadeira reforma da Reorganização Administrativa Territorial Autárquica, em que se distribuam competências e meios de financiamento para que de fato se possa proporcionar, entre eleitores e eleitos um verdadeiro desenvolvimento da nossa terra”.

Segundo a lista disponível no sítio da ANAFRE (Associação Nacional de Freguesias), no concelho de Aveiro serão nove as freguesias a agregar com as vizinhas: Aradas, Eirol, Esgueira, Glória, Nariz, Oliveirinha, São Jacinto, Vera Cruz e Nossa Senhora da Fátima.