Ponta de Lança Nos últimos dias todo o país foi paisagem.
Todo?
Parafraseando os autores (Albert Uderzo e René Goscinny) da Aldeia Gaulesa, de Asterix e companhia! – Todos, não! Há um reduto protegido por todas as forças do “império”, que continua a resistir na ideia (errada) de que só lá é que é Portugal. E, durante um mês, para bem do país, Lisboa foi a Paris Hilton de Portugal!
A analogia suporta-se nos acontecimentos recentes que os Estados Unidos da América viveram de forma entusiasta: a herdeira da cadeia de hotéis com o mesmo nome, com um reportório já famoso por incumprimentos diversos, foi ter à cadeia. A celebridade, herdeira dos hotéis Hilton, deixou a cadeia, após cumprir apenas três dias de uma sentença de 45 dias de prisão, por desrespeitar uma sentença anterior.
Lisboa foi a votos!
É uma Câmara importante pelas várias perspectivas que isso contém… estamos de acordo.
Mas é necessário tanta notícia de abertura em todos os jornais e levar à exaustão o assunto e o país?!
Há semelhanças, não há?
No que diz respeito a Lisboa, o que nos interessa focar, o assunto é confrangedor!
Nove milhões e meio de portugueses estiveram, salvo seja, a acompanhar passo a passo uma epopeia de aproximadamente duzentos mil votantes! Ou seja, um terço dos eleitores!
A desproporção é enorme!
Na verdade, na noite de eleições a situação até foi mais suave. Como todos os canais (de notícias e generalistas) davam o mesmo e a noite estava chuvosa, foi fomentado um movimento revivalista… à falta de televisão… cama!
Provavelmente, é necessário pedir desculpa aos leitores por esta incursão em matérias sem interesse, não é?
É que isto até faz lembrar os tempos de antena dados ao Benfica!? Exactamente, o do estádio que podia levar os eleitores todos que votaram em António Costa para presidente da Câmara Municipal de Lisboa, e não enchia!
Desportivamente… pelo desporto!
