Questões Sociais No penúltimo artigo, foram referidas quatro linhas de acção para os lares privados, nomeadamente para os mais baratos e que não reúnem as condições necessárias: Uma linha de acção respeita ao acompanhamento dos lares pelos serviços da Segurança Social; a outra ao co-financiamento público dos utentes carenciados; a terceira à participação das associações de lares; e a quarta à cooperação do voluntariado social. As três primeiras foram abordadas no artigo anterior, dedicando-se este à quarta.
É recomendável a estreita cooperação entre cada lar e um ou mais grupos de voluntaridado de proximidade. A estes grupos incumbiria o acompanhamento de cada utente do lar, com atenção aos seus problemas e às relações com a sua familia. Incumbir-lhe-ia também cooperar com os dirigentes e trabalhadores do lar no seu esforço de humanização e de melhoria de condições.
Para que os grupos desenvolvam estas actividades, é necessário que disponham de formação adequada e de capacidade organizativa para assegurarem o seu trabalho com regularidade. Tal formação poderia ser facultada pelas organizações representativas dos/as voluntários/as e pelas dos lares, em articulação com os serviços da Segurança Social.
No caso da Igreja, impõe-se ter em atenção que os lares privados, tal como os outros, são um espaço privilegiado de pastoral social, a não descurar. Embora sem qualquer exclusivo, bom seria que as paróquias e as dioceses promovessem a criação, a qualificação e acompanhamento destes grupos de voluntariado, visando sempre: O bem-estar integral dos utentes; o seu bom relacionamento com as famílias; a melhoria dos lares, em todos os aspectos, e a criação de ambientes de boa convivência nas populações em que eles se inserem..
Sabe-se que a orientação aqui preconizada depara com dificuldades de monta, cuja superação justifica a mais alta prioridade, a bem de todas as partes envolvidas; sobretudo a favor dos utentes mais pobres e de suas famílias. O esforço de superação pode ser desencadeado tanto a partir de cada lar e do/s grupo/s de voluntariado seus próximos, como a partir das organizações referidas na penúltimo parágrafo, preservando sempre a articulação com os serviços da Segurança Social.
