Livraria Santa Joana inaugurada, mas ainda sem abrir ao público

A Livraria Santa Joana, junto à Sé de Aveiro, após obras de remodelação, foi inaugurada no dia 21 de Abril, Quinta-Feira Santa, embora as venda de livros e objectos litúrgicos ainda não esteja, no momento presente, a funcionar no novo espaço.

O Bispo de Aveiro, presidindo à bênção das instalações, frisou que a livraria é “um serviço necessário, urgente e útil”, realçou a “beleza e enquadramento” dos novos espaços e saudou os responsáveis pelas obras, nomeadamente o P.e Manuel Dinis, administrador da Sociedade Tempo Novo (detentora da Livraria e do jornal Correio do Vouga), e os arquitectos Adriana e Rodrigo Ribeiro, bem como as duas funcionárias da livraria, que há mais de um ano trabalham num espaço provisório, naturalmente com limitações.

P.e Manuel Dinis agradeceu a todos a colaboração dada para o bom termo das obras e justificou as demoras em todo o processo com as licenças que foi necessário tirar. Embora a livraria funcione há mais de 50 anos no edifício contíguo ao Largo da Sé, o espaço estava licenciado para gráfica, pois era lá que funcionava a Gráfica do Vouga quando era uma empresa da Diocese de Aveiro. Por outro lado, os arranjos exteriores precisaram da autorização do instituto que tutela o património histórico e arquitectónico (IGESPAR), pois o espaço entre a Sé e o Museu de Aveiro está classificado. O administrador pediu ainda desculpa à paróquia de Glória por algum incómodo no decorrer das obras.

Flausino Pereira da Silva, presidente do conselho de administração da Sociedade Tempo Novo, afirmou que a Livraria Santa Joana, sendo uma livraria católica, “expressa a cultura dos valores «intra ecclesia»”, mas deve estar “mais virada para as questões do mundo de hoje”. Nesse sentido, lançou a ideia de uma rede constituída pela livraria no centro de Aveiro e as paróquias, movimentos e grupos para promover os livros de inspiração cristã e também o semanário diocesano Correio do Vouga. “Temos uma força no terreno que ultrapassa a de todas as instituições. É altura de, no mundo complexo em que estamos, a Igreja estar mais exposta às comunidades”, afirmou.

J.P.F.