Livros

Visceralmente sacerdote

O Santo Cura d’Ars. Visceralmente sacerdote

Françoise Bouchard

Paulinas

210×140 mm

336 páginas

Jean-Marie Vianney (1786-1856), o cura d’Ars, é a figura tutelar o ano sacerdotal. Este ano, entre a solenidade do sagrado Coração de 2009 e a de 2010, e incluindo o 150.º aniversário da morte do cura d’Ars, tem como finalidade “fomentar o empenho de renovação interior de todos os sacerdotes para um testemunho evangélico mais vigoroso e incisivo”, conforme proclamou Bento XVI.

À volta do cura d’Ars criou-se um “exagero devoto” (a expressão é de Bento XVI), que por vezes terá sido nefasto para a teologia sacerdotal. Não foi preciso chegar ao II Concílio do Vaticano e à valorização dos leigos (isto é, ao reconhecimento da dignidade baptismal esquecida) para relativizar afirmações do próprio pároco d’Ars: “Deixai uma paróquia durante vinte anos sem padre, e lá adorar-se-ão as bestas” e “Depois de Deus, o sacerdote é tudo!”. Na realidade, o próprio Jean-Marie Vianney chamava os leigos para colaborar com ele, como está patente nesta biografia.

O cura d’Ars, reconhecido bem-aventurado por Pio X (8 de Janeiro de 1905), proclamando padroeiro dos párocos de França (12 de Abril seguinte), canonizado por Pio XI (31 de Maio de 1925) e nomeado (em 1926) padroeiro dos sacerdotes de Roma e do universo, é protótipo do sacerdote, enquanto doação ao seu povo, mesmo que as condições concretas do ministério sacerdotal tenham mudado muito. Escreve o Arcebispo de Bordéus no prefácio: “Qual é o pároco, hoje em dia, que tem a seu cargo apenas uma paróquia de 230 habitantes”, como era Ars na primeira metade do séc. XIX?

Esta biografia de certo gosto popular, com as histórias e os ditos do abnegado pároco, lê-se com muito agrado. Os tempos são outros e o padre que disser que quer levar os seus paroquianos todos para o céu, “em procissão”, não será levado a sério. Mas há uma caridade pastoral que deve presidir à vida do padre e que é intemporal. Neste sentido, será útil para “avivar o dom” que há nos sacerdotes.

Para pintar e contar a Bíblia

José Real Navarro

Edições Salesianas

290×205 mm

94 páginas

Os educadores cristãos reconhecem que faltam materiais para a educação das crianças numa linha mais bíblica. E os que existem nem sempre têm a qualidade desejável.

As edições Salesianas têm vindo a preencher esta lacuna com livros que aliam a mensagem bíblica e desenho para colorir. Não se pode dizer que os desenhos sejam excepcionais, mas cumprem o objectivo. Para crianças do 1.º Ciclo do Básico.