DEZ LIVROS QUE ESTRAGARAM
O MUNDO
Benjamin Wiker
Edições Alêtheia
Quem gosta de livros dificilmente resiste a um título como este: “Dez livros que estragaram o mundo”. Subtítulo: “E mais cinco que também não ajudaram nada”.
Os cinco que não ajudaram nada são:
“O Príncipe”, de Maquiavel, que separa a política da ética, livro de cabeceira de imensos ditadores; “O Discurso do Método”, de Descartes, que faz de Deus uma criação do ego humano; “Leviatã”, de Hobbes, que dilui o mal e o bem em meros sentimentos; “Discurso sobre a origem e os fundamentos da desiguldade entre os homens”, de Jean-Jacques Rousseau, para quem a solução para progredir é regredir ao estado do “bom selvagem” (muito presente nas teorias educativas); e “A mística feminina”, de Betty Friedan, que, para desespero das mulheres, levou-as a terem de ser perfeitas em tudo (casa, família, trabalho, dinheiro, beleza, etc.).
Os dez que estragaram o mundo (no interior do livro, no topo de cada página, diz-se antes que “destruíram o mundo”) são:
“Manifesto do Partido Comunista”, de Marx e Engels; “Utilitarismo”, de John Stuart Mill; “A Ascendência do Homem”, de Charles Darwin; “Para além do bem e do mal”, de Nietzsche; “O Estado e a Revolução”, de Lenine; “O Eixo da Civilização”, de Margaret Sanger; “Mein Kampf”, de Hitler; “O futuro de uma ilusão” de Freud, “Crescer em Samoa”, de Margaret Mead; e “O Comportamento Sexual dos Homens”, de Alfred Kinsey.
Cada um dos livros mereceria várias linhas de resumo, mas tal não é possível. Fica, no entanto a pergunta: o que fazer com estes livros? Queimá-los? O autor, responde: “Nem pensar nisso! Trata-se de uma proposta indefensável, quanto mais não seja por razões ambientais. Há muito tempo que cheguei à conclusão de que a melhor solução – a única solução possível (…) – é lê-los, conhecê-los de trás para a frente e da frente para trás, extirpar o seu coração maligno e dá-lo a conhecer ao mundo”. É isso faz neste informado, crítico e saudavelmente demolidor.
J.P.F.
