Uma pedrada por semana 5 mil finalistas do ensino secundário rumaram, mais uma vez, a Loret del Mar, para festejar, dizem eles, o seu fim de curso, que nem sequer sabem ainda se vão concluir. Em anos anteriores, muitos portaram-se por lá muito mal. Como a gente que os recebe já se vai habituando e não quer perder freguesia, os jornais e revistas só falam de bebedeiras valentes que levaram a urgências de hospitais. Nas entrelinhas e pelas fotografias se pode ver o que significa para muitos jovens, rapazes e raparigas, uma liberdade sem limites. Aliás, alguns confessam que os seus pais não estabeleceram “nem limites nem condições”.
Tudo isto nos faz pensar nos resultados à vista de 12 anos de educação escolar, onde o país investiu muito, que ficou a fazer falta noutros campos a descoberto.
Em menor número, é certo, soube da partida de estudantes finalistas, que em grupo partiram para mais perto e fizeram desses dias dias de convívio e de enriquecimento concreto de vária ordem. E, de escolas ligadas à Igreja, outros grupos partiram partilhando férias com jovens de países lusófonos em actividades de solidariedade.
O confronto convence. Ser livre é ser capaz de escolher o que vale mais e ter capacidade de utilizar rectamente a cabeça, o coração, o tempo disponível. Mas não é precisamente missão da escola ajudar a formar pessoas livres?
António Marcelino
