Beira-Mar 2 – Paços de Ferreira 0 O Beira-Mar deve ter confirmado a sua presença no escalão maior do futebol português após nova vitória sobre o Paços de Ferreira, numa jornada em que o Porto se sagrou campeão nacional e o Leiria alinhou com apenas oito jogadores.
A circunstância
Estádio Municipal de Aveiro (2107 espetadores); Árbitro: Cosme Machado (Braga); Marcadores: Artur (10’), Balboa (58’).
Antevisão
A derrota no Estádio do Dragão na pretérita ronda não mancha o momento positivo dos aveirenses que, mercê das vitórias frente a Feirense e Académica, se encontravam em lugar favorável à partida para esta 28.ª jornada. Nem sempre as “chicotadas psicológicas” têm o efeito desejado. Não é o caso do Paços de Ferreira, que à 16.ª jornada segurava a “lanterna vermelha”. A entrada de Henrique Calisto no comando técnico pacence colocou a equipa a salvo dos lugares de desproporção. No histórico de 15 confrontos entre as duas equipas registam-se sete vitórias aurinegras, quatro empates e quatro triunfos forasteiros, o último dos quais há 10 anos.
O jogo
Começou em toada morna, apenas agitado com o penálti que Artur tratou de converter e inaugurar o marcador. Até ao intervalo as equipas ficariam reduzidas a 10 jogadores por expulsão de Vitor Emanuel e Zhang, o chinês que curiosamente regressava após castigo (expulso contra a Académica). Na etapa complementar, Nildo foi o protagonista: aos 58’ isolou Balboa para o guineense marcar o segundo golo e três minutos volvidos viu o segundo cartão amarelo. Até ao apito final do muito contestado Cosme Machado, os “castores” procuraram o golo que relançasse a partida, mas esbarraram na superior organização da defensiva aurinegra.
Ulisses Morais – “O jogo, a partir de determinada altura, só tinha de ser feio, porque ficou estragado, mas entrámos muito bem. Nesta altura, uma vitória é mais importante ainda”.
Henrique Calisto – “Quem não veio ver o jogo, com três cartões vermelhos, pensa que foi uma batalha campal, e não foi, teve fair play. Não jogámos bem, temos culpa neste resultado”.
Nuno Caniço
