Num fresco patente ao público em Fátima Marcos Muge retratou a Irmã Lúcia, num fresco que se encontra patente ao público em Fátima, terra para onde foram transladados, no passado fim de semana, os restos mortais da última vidente da Cova de Iria.
Ao contrário dos frescos clássicos, que são assentes directamente numa parede ou num suporte fixo, o fresco pintado por Marcos Muge está numa estrutura amovível, com cerca de um metro e meio de altura.
A Irmã Lúcia está retratada de uma forma clássica, perfeitamente figurativa, enquanto que a envolvente reflecte modernidade, o que está bem patente na cor e formas, cores alegres que condizem com o sorriso que Irmã Lúcia apresenta e que simboliza a felicidade de ter visto e conversado com a Mãe de Deus.
Sobre a técnica do fresco, o artista realça que “depois de aplicada a argamassa na superfície, enquanto húmida, é executado o trabalho de pintura com os pigmentos, que, depois de seca a argamassa com os pigmentos, a pintura fica consolidada”.
Marcos Muge é o autor de uma vasta e diversificada obra artística, incluindo alguma arte sacra, onde sobressaem trabalhos recentes como o fresco pintado na capela de São Sebastião, em Avanca, os painéis de azulejos instalados na capela do Furadouro (Ovar), o restauro da tela da igreja matriz de Esmoriz e a pintura de uma tela, de grandes dimensões, que está a fazer para a zona de Fátima.
Natural de Ovar, terra onde está instalado o seu atelier, Marcos Muge reside em Esgueira.
C. F.
