Na última sessão destacou-se o papel dos novos museus da ciência.
O Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Mariano Gago, participou na conferência de encerramento da edição deste ano da “Biologia na Noite”, ciclo de conferências que, uma vez mais, decorreu no Centro de Congressos de Aveiro, por iniciativa do Departamento de Biologia da Universidade de Aveiro.
Mariano Gago referiu que “a ciência é uma fonte de libertação e de democratização para os jovens dos países oprimidos e dos países subdesenvolvidos”.
No último dia da “Biologia na Noite”, esteve em debate a nova museologia científica e o contributo dos museus de ciência e centros de ciência para a divulgação da ciência e da tecnologia. O Ministro sublinhou que “a museologia científica moderna convoca o público a experimentar, a fazer”, transformando o visitante num “proto-cientista”, ajudando-o a “participar e entender a ciência» e também a motivá-lo a «fazer perguntas e a ter o desejo de saber mais”.
O presidente do Departamento de Biologia da Universidade de Aveiro, Amadeu Soares, considerou que as conferências “Biologia na Noite” são “um sucesso inegável”, porque “resultaram muito bem em termos de divulgação da ciência, dada a adesão dos participantes e do público”. “Ao longo destes últimos seis anos temos tido aqui não só alunos universitários, mas também muitos alunos do secundário, muitos professores, técnicos das mais diversas profissões, alguns dos quais têm vindo a todas as sessões realizadas nestes seis anos”, afirmou.
Amadeu Soares destacou a boa comunicabilidade dos conferencistas para o sucesso da “Biologia na Noite”. No entanto, isso não basta. Têm que ter alguma coisa para comunicar”, referiu, dando como exemplo conferencistas como Sobrinho Simões, António Coutinho, António Amorim, Carlos Fiolhais, Jorge Paiva, entre outros, tudo cientistas conhecidos dos portugueses, na área da biologia e da física.
O caso da Fábrica
Na ciência, a museologia clássica e a museolgia moderna são conciliáveis, na opinião de Paulo Trincão, responsável pela Fábrica Centro Ciência Viva, da Universidade de Aveiro, e “devem existir, numa perspectiva de equilíbrio, de forma a encontrar-se em ambas aquilo que for melhor para a divulgação da ciência. Apareceram em espaços temporais diferentes mas são complementares, não se anulam”.
A Fábrica Ciência Viva não se limita a divulgar a ciência na cidade mas a toda a região, porque “toda a região pode participar nas nossas actividades, toda a região pode vir, para que, de facto, a ciência seja acessível a todos”, afirmou Paulo Trincão.
E isso porque “a ciência é tão fácil como viver. A ciência é aprender e aprende-se em todas as idades. Cada um aprende em função da idade e dos conhecimentos que tem”, concluiu Paulo Trincão.
