Marques Mendes é o novo líder do PSD e, portanto, da oposição. Ganhou o congresso do passado fim de semana, em Pombal e sucede a Santana Lopes. O cabeça de lista do PSD por Aveiro nas últimas legislativas obteve 55 por cento dos votos do congresso, enquanto o outro candidato, Luís Filipe Meneses, conseguiu uns surpreendentes 43,4 por cento, o que fez os grandes jornais nacionais coincidirem na análise. “Um novo líder sob vigilância apertada”, dizia o Diário de Notícias de segunda-feira, enquanto o Público punha em manchete: “Mendes com liderança vigiada”.
O congresso serviu ainda para a afirmação política do António Borges, antigo director do INSEAD (a melhor escola de gestão da Europa, em Fontainebleau, França) e vice-presidente do banco de investimento Goldman Sachs. Aquele a quem muitos chamam “o D. Sebastião do PSD” viu a moção “Transformar Portugal” aprovada em segundo lugar, com mais votos do que a de Filipe Menezes. Ou seja, António Borges já reservou um lugar para a discussão de futuras direcções (líderes e políticas) do PSD.
Marques Mendes, no primeiro discurso como líder do PSD, insistiu na prioridade o referendo da constituição Europeia sobre o do aborto e afirmou a necessidade de uma “plataforma de entendimento” com os outros partidos sobre assuntos como a reforma do Estado, a da justiça e o saneamento das contas públicas. Disse ainda que “a partir de segunta-feira [dia 10 de Abril] o Governo deixa de estar à solta”.
Com a subida de Marques Mendes à liderança do PSD, deram-se algumas alterações de lugares de aveirenses nos órgãos dos partido. A mais significativa é a entrada da estarrejense Regina Bastos (actual deputada, secretária de estado da Saúde do anterior Governo) para vogal da Comissão Política Nacional. O cargo era anteriormente ocupado por Ribau Esteves, autarca de Ílhavo.
J.P.F
