Mártir do comunismo

Livro Jerzy Popieluszko,

vítima do comunismo

Grazyba Sikorski

FAIS / Paulinas

96 páginas

Jerzy Popieluszko (1947-1984) foi beatificado no dia 6 de Junho de 2010, em Cracóvia, Polónia. Filho de uma família de camponeses e de saúde muito frágil, tornou-se conhecido no início da década de 1980 por se empenhar no movimento operário polaco. Após sete anos de trabalho como pároco e capelão hospitalar em Varsóvia (foi ordenado em 1972), foi transferido para o distrito de Zoliborz para ter “uma vida tranquila, sem pressões nem stress”, porque chegava a desmaiar enquanto celebrava a Eucaristia.

Quando estava em Zoliborz, eclodem a greves dos estaleiros navais de Gdansk, que rapidamente se propagam a outras indústrias. Os operários metalúrgicos de Zoliborz pedem, por isso, que Popieluszko celebre missa para eles. É o início do empenho na causa operária. O P.e Popieluszko pregava a justiça social, confessava e celebrava para os trabalhadores. Chamavam-lhe “a consciência do povo”.

O regime comunista não gostava do que estava acontecer e forçou o sindicado Solidariedade a tornar-se clandestino. O sacerdote passa a estar a mira dos serviços secretos. É vigiado e ameaçado. Sucedem-se acidentes de automóvel, conseguindo escapar sempre com vida. Instauram-lhe processos. Assaltam e vandalizam-lhe a casa. Na noite de 19 de Outubro de 1984, o sacerdote vai ao norte da Polónia orientar uma celebração do Terço. Já não regressa a casa. O seu corpo é encontrado no rio Vístula, no dia 30 de Outubro. Na celebração que orientara, as suas últimas palavras foram: “Rezemos para que sejamos libertados do medo e da intimidação, mas acima de tudo para que sejamos libertados do desejo da violência e da vingança”.

O P.e Jerzy Popieluszko está sepultado na Igreja de S. Stanislaw Kostka, em Zoliborz, perto de Varsóvia, que rapidamente se transformou em santuário. No seu funeral participaram cera de 300 mil pessoas.