Edição de 14 de abril de 1962
* Num texto assinado por M.R. escreve-se: “A justiça é uma sincera caricatura; a beneficência, um paternalismo calculista. Estamos todos ensurdecidos de propagandas. O homem, espezinhado, é assim uma «paixão inútil, um ser para a morte»”. Que resta fazer? – Perguntamos todos.
* As “poucas vergonhas” no estádio do Beira-Mar são duramente criticadas. “A jogar bem ou a jogar mal (…), já vão em meia dúzia as jornadas em que o público beiramarense «arma banzé»” com os que estão no banco dos suplentes da equipa visitante. Foi assim [nos jogos] com o Belenenses, com o Guimarães, com o Leixões e com o Olhanense (vitória de 1-0, dias antes, para o Beira-Mar). O público de Aveiro esbanja um “tal palavrório que nos lembra um estendal de roupa suja a corar ao sol”. “Não queiramos ter pois uma equipa de primeira divisão com espectadores de terceira!”
