Milagres proibidos

Rir e pensar Em 1731, num cemitério de Paris, junto ao túmulo de um diácono jansenista, diversas pessoas diziam que aconteciam milagres e começaram a sentir convulsões. O local tornou-se frequentado por multidões. Como o jansenismo era um movimento cristão rigorista, afastado da ortodoxia e com pretensões políticas, e já então condenado pela Igreja Católica, o rei de França mandou encerrar o cemitério em 1732. Passados uns dias, alguém colocou no local uma tabuleta que dizia: “Em nome do rei, proíbe-se a Deus de realizar milagres neste local”.