Manifestação em Lisboa contra alterações legislativas que equiparam uniões do mesmo sexo ao matrimónio
Milhares de pessoas, incluindo centenas de famílias, reuniram-se no sábado passado em Lisboa, numa manifestação em defesa do casamento e contra as recentes alterações legislativas que equiparam as uniões do mesmo sexo ao matrimónio, exigindo um referendo às mesmas.
“O Estado não é dono da família” ou “Queremos votar” foram alguns dos slogans repetidos pelos presentes onde se contavam ainda alguns sacerdotes e religiosas. Os manifestantes chegaram de vários pontos de país e encheram praticamente por completo as faixas centrais da Avenida da Liberdade.
Além de balões e cartazes, foi possível ver nesta manifestação bandeiras, alguns símbolos monárquicos, terços e várias imagens de Nossa Senhora.
A iniciativa foi da Plataforma Cidadania e Casamento, que procurou capitalizar a “indignação” de milhares de portugueses.
Em declarações à agência Ecclesia, Isilda Pegado, presidente da Federação Portuguesa pela Vida, destacou que o pedido de um referendo em nada vai contra a promessa eleitoral feita pelo governo de legalizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo, porque “esta lei exige uma maioria mais alargada”. Depois de mais de 90 mil assinaturas terem sido entregues na Assembleia da República, esta iniciativa quer ser mais um passo para que os portugueses possam “definir a sociedade que querem”, condenando “uma lei que ataca a família”.
A manifestação foi gerada apenas com a mobilização da sociedade e sem qualquer conotação partidária. A hierarquia da Igreja católica não se envolveu directamente. Após a última reunião do Conselho Permanente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), o secretário deste organismo afirmou que a Igreja olhava com “simpatia” para a manifestação porque, tudo aquilo que reforce os laços familiares e a estabilidade do casamento, do verdadeiro casamento, a Igreja aplaude”.
