Missionário português assassinado em Angola

Pe. José Afonso Moreira Realizou-se na passada sexta-feira, em Bailundo, o funeral do padre missionário José Afonso Moreira, dos Espiritanos, assassinado no dia 8 de Fevereiro, aos 80 anos de idade, nessa cidade angolana.

Envoltas em mistério continuam as circunstâncias em que o crime terá acontecido. O Arcebispo do Huambo, D. José Queirós Alves, referiu à Rádio Vaticano que este sacerdote foi vítima de uma situação “criada pela guerra”.

Fontes locais citadas pela agência missionária Fides, do Vaticano, revelam que o Pe. Moreira foi assassinado com sete tiros, disparados a curta distância, que o atingiram no rosto. “O missionário tinha acabado de deitar-se quando cerca de 15 pessoas armadas irromperam no seu quarto e o mataram, sem dar-lhe tempo para levantar-se da cama”, asseguram as fontes, citadas sob anonimato por motivos de segurança.

De Vila Real para Angola

O Pe. José Afonso Moreira nasceu a 25 de Janeiro de 1926, em Vila Real. Formado em Teologia no Seminário de Viana do Castelo, foi ordenado sacerdote a 23 de Dezembro de 1950, em Braga.

Entre 1951 e 1958, o Pe. José Afonso Moreira dirigiu o Seminário Menor de Tchipeio, no município de Ecunha, província angolana do Huambo, tendo-se deslocado depois para a província de Benguela onde trabalhou, entre 1958 e 1963, na Missão Católica de Balombo.

Em 1963, assumiu a direcção da Missão Católica do Bailundo, funções que exerceu até à sua morte.

Os Missionários do Espírito Santo (Espiritanos) são uma Congregação Religiosa que se dedica à evangelização. Fundados há cerca de 300 anos, os Espiritanos estão em Angola desde 1866.

Os Espiritanos actualmente presentes em Angola são 114: 2 bispos, 60 padres, 5 Irmãos e 47 jovens professos. Trabalham em paróquias, missões e nas casas de formação, distribuídas por 11 dioceses.