Morreu o frade poeta e filósofo

O religioso dominicano José Augusto Mourão, professor na Universidade Nova de Lisboa e director do Instituto São Tomás de Aquino, morreu na manhã de 5 de Maio.

“Era muito interessado no estudo, com uma capacidade invulgar de investigação”, referiu o superior, Fr. José Nunes, acrescentando que José Mourão foi uma pessoa “extremamente intelectual e ao mesmo tempo muito sensível, vivendo a fé à flor da pele”.

Além de “grande poeta” (ver texto na página 21) – o volume ‘O nome e a forma’ reúne a sua poesia – o religioso nascido a 12 de junho de 1947 em Lordelo, Vila Real, tinha “grande sensibilidade litúrgica”, que expressou em “milhares de letras para cânticos religiosos”, assinalou José Nunes.

A obra de José Augusto Mourão cruza o saber científico, com estudos nos domínios da Semiótica e Linguística, com a pastoral e a espiritualidade – o último dos seus livros de homilias, ‘Quem Olha o Vento não Semeia’, vai ser lançado brevemente pela editora Pedra Angular.

Foi uma “pessoa muito próxima e simples, a quem devemos muito, e deixou um legado impar”, afirmou José Nunes, que destacou também a capacidade revelada por José Augusto Mourão na aproximação aos não católicos.

O superior da província portuguesa da Ordem dos Pregadores revelou que José Augusto Mourão “ofereceu o corpo à medicina”, pelo que a missa de corpo presente foi de imediato celebrada no hospital onde faleceu, com a presença de um número reduzido de pessoas.