Movimento dos Trabalhadores Cristãos debate economia e emprego

Primeiro um seminário internacional, depois o congresso nacional. Aveiro acolhe dois encontros da LOC/MTC. Em foco vão estar a crise económica e o emprega cada vez mais difícil e precário

“Mais e Melhores Empregos – A crise económica e financeira e os desafios à inovação para criar mais emprego sustentável” é o tema em foco no seminário internacional promovido pela Liga Operária Católica/Movimento de Trabalhadores Cristãos (LOC/MTC), que decorre Centro Cultural e de Congressos de Aveiro, de 9 a 11 de Junho. Já nos dias 12 e 13, no Seminário de Aveiro, o mesmo movimento promove o seu XIV Congresso Nacional, que deverá aprovar as linhas de orientação para os próximos três anos e eleger novos órgãos.

O Seminário Internacional conta com intervenções de Élio Maia, que fará um “retrato económico e social do mercado de trabalho na região de Aveiro”, Michael Schwarz, que apresentará as conclusões dos seminários do Centro Europeu para os Assuntos dos Trabalhadores e da EU sobre a crise económica e financeira, Daniel Navas Veja, que falará dos sindicatos e do papel da formação no mercado de trabalho do séc. XXI, e Jorge Cunha, que fará uma reflexão teológica sobre o “emprego/trabalho executado pelo homem e mulher”. Haverá ainda uma mesa redonda sobre precariedade dos empregos no tempo actual e uma visita a uma empresa química de Estarreja.

“A temática do seminário está centrada na necessidade de se descobrir novas formas de organização do trabalho que promovam a dignidade e a justiça dos trabalhadores e do mundo do trabalho”, afirma Fátima Almeida, coordenadora nacional da LOC/MTC.

No congresso, as linhas a aprovar, afirma a coordenadora nacional, “vão no sentido de valorizar as capacidades de intervenção dos trabalhadores e dos cidadãos, motivar e incentivar para a formação contínua; para um conhecimento mais profundo das leis de trabalho; para a participação activa nas organizações de trabalhadores entre elas os sindicatos; para uma presença evangélica e fermento de Igreja no mundo do trabalho, continuando a denunciar profeticamente as injustiças e as situações que fazem aumentar a pobreza, afrontam a dignidade do trabalhador e desumanizam a sociedade”.

J.P.F.