Elementos de város grupos apostólicos laicais proclamam um compromisso de transformação evangélica da sociedade
Dirigentes e elementos de movimentos apostólicos como a LOC/MTC (Liga Operária Católica/Movimento dos Trabalhadores Cristãos), a ACR (Acção Católica Rural), as Juventudes Feminina e Masculina de Schoenstatt, ou as Oficinas de Oração e Vida, para apenas nomear alguns, reuniram-se na noite de sábado, 19 de Novembro, para partilhar, rezar e conviver. O encontro decorreu no Seminário de Aveiro, nas vésperas da Solenidade de Cristo-Rei, lembrando o antigo dia da Acção Católica, quando os elementos dos vários ramos dessa organização faziam o seu compromisso social cristão.
Actualmente, muitos outros grupos, movimentos e serviços têm representação na Vigararia do Laicado e Movimentos, que tomou a iniciativa de os congregar pela ocasião da liturgia de Cristo-Rei.
No Seminário, os grupos partilharam, através de um jogral, um “powerpoint” ou a leitura de um texto a sua visão do primeiro parágrafo da constituição pastoral “Gaudium et Spes”, o documento saído do Concílio Vaticano II, que faz uma leitura cristã do mundo contemporâneo (ver texto da GS em destaque). A reflexão a partir desse texto teve toda a pertinência, visto a diocese ter este ano como lema “A Igreja ao serviço da sociedade e das pessoas”. A ideia de serviço e compromisso na sociedade é um factor subjacente a todos os grupos cristãos, onde quer e como quer que desenvolvam a sua acção.
A força dos pequenos grupos
O encontro do Seminário foi uma “forma simples de dar força a todos os que estão envolvidos neste trabalho de Igreja”, afirmou Pe José Camões, coordenador da Vigararia do Laicado e Movimentos, durante a celebração. Na folha de informação das actividades do movimentos apostólicos, “Criar Laços”, cujo 14º número saiu por esses dias, o coordenador escreveu: “Creio bem que os espaços mais pequenos nos permitem uma maior relação, base para que qualquer trabalho possa ser executado com melhor empenho e espírito renovado. Se podemos tomar consciência da história que estamos a construir e dela fazer uma leitura inspirada na Palavra de Deus incarnado, será muito mais fácil encontrar caminhos novos para ir ao encontro de soluções justas e oportunas. São espaço privilegiado para esta tarefa os Movimentos que congregam os seus militantes, criam entre eles laços de compromisso e os levam a uma maior intervenção. Necessitamos de reformar esta dimensão na nossa diocese, já que os desafios se multiplicam e ninguém pode desperdiçar a oportunidade de deixar o seu testemunho”.
No final da celebração, no Seminário, os movimentos fizeram um “compromisso trinitário”. Na última estrofe, os membros dos movimentos afirmaram: “A nossa fé é o nosso compromisso: Deus, uno e diverso no seu ser, impele-nos a construir a comunhão e o respeito pela diversidade dos carismas; Deus, que sai de Si, ao encontro do homem sedento de amor e salvação, é a fonte do nosso compromisso com as dores do mundo. Queremos ser, no mundo, sinal do amor, cuja raiz é a Trindade. Seremos, em Igreja, fermento de unidade fraterna”.
