Olho de Lince Caminhávamos para o fim da tarde, depois de um longo almoço-convívio de aniversário de uma colectividade. Os participantes iam-se dispersando. Aquele lote nem sequer era muito afecto, nem à minha pessoa nem à Comunidade cristã.

A saudação não se recusa a ninguém. Cruzámo-nos, cumprimentámo-nos… e a conversa veio a talhe de foice. “Foi a Fátima? Esteve com o Papa?”…

“Mudei completamente a minha opinião, sabe? Do outro, era mais a saudade daquela forma animada de ser… E também se dizia tanta coisa! Mas, afinal, fiquei encantado: um homem amável, profundo, sábio em tudo quanto disse! Mas ele também se sentiu bem entre nós!”…

Foi assim: o Papa entrou no coração de muita gente, surpreendeu e cativou mesmo aqueles que não são dos mais sólidos discípulos.

Q.S.