Colaboração dos Leitores Antigamente, a mulher era vista como um ser que devia ser escondido do mundo! Algo que era possuído pelo homem e só a ele competia ditar o seu destino.
Mas será que agora já não é assim? Será que a mulher do século XXI não é discriminada e mal tratada, não como antigamente, mas por vezes, colocada em situações um tanto degradantes ou mesmo aviltantes para a espécie humana?
É triste dizê-lo, sim, a mulher, na nossa sociedade e não só, é muitas ve-zes considerada um objecto de prazer ou elemento decorativo, outras vezes é tratada com violência, pouco afecto e ausência de dignidade. A atestá-lo, estão algumas urgências de hospitais ou locais de apoio a estes casos, o que, na realidade, só reflectem a falta de civismo ou de educação que ainda preside em algumas pessoas, famílias e na sociedade em geral.
Ao contemplarmos a realidade percebemos como a mulher ainda é colocada num patamar inferior ao homem. Na maioria dos casos, quando procura emprego, é rejeitada, pois o pretendido é o homem, pelo receio do seu absentismo, bloqueando assim, o acesso da mulher à condição de trabalhadora e mãe. Aqui também, competirá ao Estado salvaguardar estas situações, numa política de protecção à maternidade.
Algumas empresas apostam e fomentam uma maior humanização e compreensão da dignidade da mulher como profissional, esposa, mãe e colaboradora indispensável na construção duma sociedade mais humana, mais afectiva, mais compreensiva, onde a força e a rigidez masculinas possam ser substituídas por uma envolvente capacidade de trabalho humano, onde os valores sejam uma constante e a exploração e a descriminação não existam.
O que o mundo precisa é de mais amor, cooperação na ordem do bem, valores e trabalho. Sabemos como a mulher é, por excelência, um elemento indispensável nesta tarefa, que humaniza a sociedade e diviniza a humanidade.
Mal está quando assim não acontece, pois em jogo fica a educação dos vindouros, a estabilidade dos afectos, a paz e a harmonia em todos, abrindo-se espaço a verdadeiras aberrações patológicas, que só denigrem quem as pratica, fomenta ou tolera.
Aqui todos temos uma palavra a dizer e de nós depende a aposta na construção de um mundo maior e melhor.
Inês Henriques
