Museu de Aveiro em obras de remodelação

Num investimento superior a cinco milhões de euros A ala do Museu de Aveiro, virada para a Rua Príncipe Perfeito, está a passar por obras de remodelação. Na área do antigo parque infantil, situada na esquina das ruas Príncipe Perfeito e Batalhão de Caçadores Dez, está a ser construído um novo edifício, que acolherá, entre outras valências, a biblioteca e galeria para exposições temporárias.

Apesar das obras em curso nessa ala do edifício, a directora do Museu de Aveiro, Ana Margarida Ferreira, sublinha que “mantemos aberto ao público o circuito de visita de toda a parte monumental”.

Sobre os trabalhos incluídos nesta primeira fase das obras, a responsável pelo museu garante que elas não implicam “uma diminuição das cércias, mas somente um ligeiro ajuste das coberturas. Da fachada, também desaparecem as aberturas do piso superior. Com isso, teremos menos uma área expositiva, a qual havia sido acrescentada na remodelação do edifício ocorrida no século XX. Isso permite-nos racionalizar o circuito do próprio museu, não só o circuito de visita, mas também o circuito de serviços internos”. Quanto ao novo imóvel, “os trabalhos de escavação estão concluídos. Agora, estamos no início dos trabalhos de engenharia para a implantação do edifício”, refere Ana Margarida Ferreira.

O projecto da obra é da autoria do arquitecto Alcino Soutinho, e o custo da mesma está orçado em 5.080.669 euros, dos quais 50% são garantidos por fundos comunitários, no âmbito do Programa Operacional da Cultura, sendo a entidade fiscalizadora da obra a Direcção Regional de Edifícios e Monumentos do Centro.

As obras actualmente em curso deverão ficar concluídas até ao Verão de 2007, sublinha a directora do museu. Depois, as obras prosseguirão no edifício histórico e monumental do antigo convento, as quais serão “muito mais complexas, por-que teremos uma obra de construção civil convencional e, ao mesmo tempo, iremos ter muitas obras de conservação e restauro do monumento, o que torna a obra mais complexa e, possivelmente, até mais morosa. Mas essa obra é necessária, porque o edifício tinha-se degradado bastante”, realça Ana Margarida Ferreira.

Sobre os vestígios arqueológicos encontrados durante as escavações para o novo edifício, a directora do Museu nega a sua relevância. “De facto, só nos apareceram vestígios arqueológicos numa faixa pequena, com cerca de duzentos metros quadrados, no limite do edifício. Essa área arqueológica foi escavada integralmente, devidamente documentada e desmontada para dar lugar ao novo edifício. Não eram vestígios medievais. Os materiais encontrados ainda estão em estudo, tal como os registos gráficos e fotográficos. Ainda durante as escavações percebemos logo que não estávamos na presença de extractos medievais. Mesmo na parte que podia ter alguma relação com os vestígios do século XV encontrados nas escavações efectuadas no interior do museu, que era a parte exterior contígua a essa zona do edifício, não foram encontrados quaisquer materiais arqueológicos”, explica Ana Margarida Ferreira.