No passado sábado, o Museu Marítimo de Ílhavo assinalou a passagem do quinto aniversário da sua reabertura, no renovado edifício, projectado pelo gabinete de arquitectura ARX, dos irmãos Nuno e José Mateus, com a inauguração do segundo módulo da exposição temporária “Caixa da Memória – Os Ilhavenses”.
Tal como o primeiro módulo, também este memorial, em forma de um cubo, composto por instalação e fotografia, exibe 360 rostos e nomes de pescadores e oficiais da frota bacalhoeira naturais de Ílhavo.
Entre 21 de Outubro de 2001 e 1 de Outubro de 2006, o Museu Marítimo de Ílhavo registou 145.000 visitas, o que faz dele um dos museus portugueses com maior número de visitantes. A esse número há ainda que acrescentar os 101.000 visitantes que passaram pelo Navio Museu Santo André, que é um pólo do museu ilhavense.
Para o director do Museu Marítimo de Ílhavo, Álvaro Garrido, “esta dimensão numérica exprime os resultados da clarificação programática da instituição, isto é, a sua redefinição como museu marítimo por excelência. Por outro lado, a atracção de públicos que o museu tem registado dever-se-á ao próprio impulso que a modernidade do edifício trouxe ao seu projecto expositivo e cultural. Por último, intencionalmente, elegemos a arquitectura do renovado edifício como elemento da estratégia comunicacional da instituição”.
No entanto, como destaca Álvaro Garrido, “a programação do museu tem tido o cuidado de promover o próprio edifício como obra de arte pública, mas subordinando a oferta cultural às colecções e às narrativas expositivas que dela derivam”.
O director do museu ilhavense reconhece que “o edifício onde a instituição habita desde há cinco anos ajudou o Museu Marítimo de Ílhavo a concretizar o seu projecto de lugar de memória de diversas fainas marítimas e tem ajudado a afirmá-lo como Casa de Cultura do Mar”.
Museu integra
rede internacional
No dia do quinto aniversário, foi tornado público que o MMI passará a integrar a rede ICMM – International Congress of Maritime Museums (Congresso Internacional de Museus Marítimos), que reúne os principais museus marítimos europeus. Segundo Álvaro Garrido, o ICMM constitui uma “plataforma de comunicação num plano internacional” da maior importância.
Até agora, Portugal estava representado na rede apenas pelo Museu da Marinha.
