Na Imprensa

A marca do Vaticano II não é feita só pelas viragens que fez, mas pelas viragens a fazer para não voltar atrás. O “aggiornamento” é algo que tem de ser continuamente empreendido à luz dos sinais dos tempos em mudança. Esta perspectiva só foi possível porque a Igreja abandonou a ideia de ser o centro de tudo. Foi-se descentrando para Jesus Cristo, para as outras igrejas cristãs, para as outras religiões não cristãs e para o mundo, mas sua riquezas, alegrias e esperanças.

Bento Domingues

Público, 09-01-2011

Após semanas de apaziguamento, a tragédia da dívida do Estado regressou com toda a força e crueza. Agora, só um milagre nos poupará ao FMI.

Editorial

Público, 09-01-2011

A culpa, se calhar, é dos dicionários: “fama” e “sucesso” vêm antes de “trabalho”. E é essa a ordem de factores que é apregoada pelas televisões. “Em directo da casa mais famosa do país…”, e mostra-se gente que não sabe nada, que não viveu nada e que de sentimentos só conhece a versão lambisgóia. (…) Os mais sortudos saberão em breve como a condição é efémera. Os mais infelizes descobrem-se, um dia, mesmo famosos: aparecem nas primeiras páginas dos jornais, até de Nova Iorque.

Ferreira Fernandes

DN, 09-01-2011

Portugal está uma lástima. Os portugueses estão pessimistas, endividados, tributados e com razões para descrer dos seus políticos.

Pedro Santos Guerreiro

Jornal de Negócios, 07-01-2011

Na vida há problemas que o tempo resolve, e outros que o tempo agrava. No primeiro caso, deixar andar pode ser uma boa política. No segundo caso, estão os problemas bancários; adiar só agrava.

Luís Campos e Cunha

Público, 07-01-2011