Com a taxa de fertilidade das mais baixas do mundo, o casamento em vias de extinção, o divórcio em níveis nunca vistos e a educação na quinta década sucessiva de crise, não admira que as próximas gerações acusem este tempo dos seus males. As poucas crianças a quem hoje é permitido nascer serão educadas numa precariedade familiar e escolar difícil de imaginar. Isto gerará efeitos muito depois de esquecida a crise económica.
João César das Neves
Diário de Notícias, 26-03-12
Não estamos perante uma crise qualquer, mas perante uma crise de civilização. Fizemos do crescimento, sem rumo nem sentido, uma religião. Como abrir caminho para uma sociedade de abundância frugal, vivendo bem no presente, sem destruir a natureza e o futuro? Será isso possível sem uma revolução mental e cultural – descolonizando o nosso imaginário – que conduza a uma mudança de comportamentos, de formas de produzir e de viver?
Bento Domingues
Público, 25-03-12
Escolher entre alternativas é da natureza das democracias parlamentares. Hoje ganham umas escolhas, amanhã podem ganhar outras. Enquanto esta abertura à escolha estiver garantida aos eleitorados, e livremente representada nos Parlamentos, não haverá muito espaço para crescimento dos extremismos.
João Carlos Espada
Público, 26-03-12
É na autonomia dos curricula que o ministério tem de dar mais espaço. Deve haver uma matriz nacional comum – que assegura sempre um nível de 70% ou mais de homogeneidade – e depois liberdade para a completar com projetos educativos autónomos, de natureza mais regional ou local até.
António Pires de Lima
Público, 24-03-12
Os desmentidos científicos [sobre o fim do mundo] podem por vezes convencer os hesitantes, mas os partidários do complô só verão nisso a prova da amplidão das manipulações.
Anselmo Borges
Diário de Notícias, 24-03-12
