Na Imprensa

Muito acima da generalidade dos líderes internacionais no intelecto, Joseph Ratzinger é o exato oposto dos líderes portugueses na atitude. O primeiro anunciou a saída quando se sentiu incapaz, os segundos já são incapazes quando entram. Talvez por isso, o primeiro chegou sob desconfiança e partiu sob aplausos. À cautela, os segundos esgotam os aplausos na chegada.

Alberto Gonçalves

Diário de Notícias, 17-02-2013

Para governar a barca de Pedro, além de comprovada capacidade de liderança espiritual, cultural e pastoral, o Papa deve mostrar, sobretudo, um grande gosto de escutar e de consultar, não só os seus irmãos no episcopado, mas sobretudo a vida concreta das pessoas, dentro e fora das comunidades cristãs, em diálogo com todas as correntes que atravessam as sociedades.

Bento Domingues

Público, 17-02-2013

O sucessor? Ninguém sabe. Mas, no meu entender, deve ser profundamente cristão, seguir Jesus no seu Evangelho, relativamente jovem, com capacidade de reformar a Cúria, próximo das pessoas e dos seus problemas reais. Mais interessado nas pessoas do que na instituição. Penso num João XXIV.

Anselmo Borges

Diário de Notícias, 12-02-2013

Muita tinta e durante muito tempo esse gesto voluntariamente breve e simples terá no seio da Igreja, onde unicamente tem leitura, a glosa contraditória de tudo o que conta neste mundo.

Eduardo Lourenço

Público, 15-02-2013

Ao abdicar, Ratzinger institui que o exame de consciência de um indivíduo, realizado perante Deus, se sobrepõe às tradições milenares da Santa Madre Igreja.

João Miguel Tavares

Público, 15-02-2013