Na Imprensa

É cada vez maior o clima de claustrofobia, de fechamento do debate e de fingimento de que a política existe e representa o interesse das pessoas na gestão do Estado e da sociedade.

São José Almeida

Público, 19-02-2011

Portugal é um país estranhamente anestesiado: estão a serrar-lhe um braço e ele preocupa-se com a pintura das unhas.

João Miguel Tavares

Correio da Manhã, 18-02-2011

Estamos há tantos meses em estado de calamidade que entrámos em dormência.

Pedro Santos Guerreiro

Jornal de Negócios, 18-02-2011

Nunca a “Divina Comédia” se aplicou tão bem a Portugal. Estamos no Purgatório porque cometemos, há demasiado tempo, pecados pouco leves, como a dívida, o défice e a irresponsabilidade política de sucessivas gerações de dirigentes.

Fernando Sobral

Jornal de Negócios, 17-02-2011

O fisco tem sempre razão. Primeiro paga-se. Depois contesta-se. Pouco a pouco vão-se interiorizando tiques característicos dos autoritarismos: acredita-se que quem contesta é especialmente vigiado e pululam histórias sobre os truques do quem tudo pode.

Helena Matos

Público, 17-02-2011

Os políticos estão muito mais preocupados com a crise política que se antevê do que com a crise económica e financeira que não tem solução que se veja.

Mário Ramires

Sol, 18-02-2011

(…) A nível da Igreja, a celebração dos ritos de passagem – baptismos, casamentos, e funerais – deixou de ser espaço e tempo reservado aos crentes. Por razões várias, são “pátios” de crentes e gentios. Em vez de pensarmos só em estruturas ou instituições sofisticadas de encontros solenes, não seria de estudar e praticar as imensas virtualidade destas ocasiões tão frequentes?

Bento Domingues

Público, 20-02-2011