A ajuda externa não é certamente um bem para Portugal. É um mal menor para um estado que se deixou conduzir a um ponto em que não tinha escolha entre o resgate e a bancarrota. Mas a irresponsabilidade política que nos trouxe até esta situação é que não tem resgate possível.
Editorial
Público, 10-04-2011
Uma das ladainhas mais frequentes dos últimos tempos é a de que somos todos responsáveis. É um logro. Mesmo sendo nós magnânimos, Primeiro, porque nem todos alinharam na loucura despesista ou se deixaram embaçar pelos cantos de sereia dos que garantiram, contra todas as evidências, que tudo corria pelo melhor. Depois, porque, mesmo entre os que podem ser responsabilizados, há muitos graus diferentes de responsabilidade.
José Manuel Fernandes
Público, 08-04-2011
A questão não é saber quem vai ganhar as eleições, mas quem tem soluções para o país.
Narciso Miranda
Público, 09-04-2011
O que aí vem, amarrado ao pedido de ajuda externa que garantirá o dinheiro de que Portugal precisa, não são facilidades. (…) Quem, no calor de um comício, garantir que não será assim, estará enganado.
João Cândido da Silva
Jornal de Negócios, 07-04-2011
O prejuízo do governo ter adiado o inevitável é superior ao custo da intervenção.
Armando Esteves Pereira
Correio da Manhã, 07-04-2011
Há 50 anos foi convocado o Concílio Vaticano II. Em Portugal, não se tem notado qualquer interesse por um dos acontecimentos mais relevantes da segunda metade do século XX e com o qual a Igreja do século XXI não pode deixar de se confrontar.
Bento Domingues
Público, 10-04-2011
