Portugal pode ter afastado o espectro da bancarrota, mas continuará sem crescimento económico, mais uma vez apertado por um torniquete sádico que não vai desaparecer.
Domingos Amaral
Correio da Manhã, 12-05-2010
Agora chegou-nos a vez de apertar o cinto. Apertar, apertaremos sempre, por mais ou menos que estrebuchemos (como os irlandeses ou os gregos). Podemos é partir para os sacrifícios mais ou menos convencidos.
Ferreira Fernandes
Diário de Notícias, 13-05-2010
O Estado, em matéria fiscal, funciona como os maus polícias dos filmes americanos. Quando não tem opções, ataca os suspeitos do costume.
Armando Esteves Pereira
Correio da Manhã, 11-05-2010
(…) Os Estados seculares não conseguem que os seus cidadãos se afastem do egocentrismo em direcção a comportamentos mais virtuosos.
Nicolás F. Lori
Público, 12-05-2010
Os povos da orla mediterrânica não têm capacidade de aceitar sacrifícios sem fazer barulho. Mas em Portugal quem faz reivindicações são os privilegiados, não são os pobres diabos que trabalham nas fábricas têxteis.
Silva Lopes
Diário de Notícias, 15-05-2010
Custa que sejam os outros a lembrar-nos de que não há almoços de graça? Pois custa. Mas, em vez da exaltação patriótica e do protesto da nação ofendida, aprendamos a ser mais exigentes com os deveres próprios. Ou então tire-se da ofensa a conclusão de que é melhor ser laxista fora do euro do que exigente com a moeda única.
Editorial
Público, 16-05-2010
