Na Imprensa

No que diz respeito a Portugal, que há muito deixou de depender da racionalidade para aguardar um milagre ou dois, tenho dúvidas. A nossa condição, particularmente exposta às consequências de uma rutura inédita [os gregos saírem do euro], não augura um futuro risonho no meio de turbulências adicionais. Donde não vale a pena vermo-nos gregos. Sermos portugueses já é cruz suficiente.

Alberto Gonçalves

Diário de Notícias, 13-05-2012

O beco onde nos encontramos exige que os partidos inovem no discurso e sejam empreendedores nas soluções que propõem. A história do país que somos tem tanto de fado como de risco. Deixemos o fado para ser cantado e assumamos o risco como fator de sucesso. Sem medo de errar, mas com vontade de fazer, a sorte há de chegar. Ela existe onde existe trabalho, onde existe risco, onde existe ambição, onde existe solidariedade. Não vale a pena procurá-la no ócio, na certeza, no medo e, menos ainda, na inveja. A sorte pode até sorrir na mediocridade, mas tão depressa chega, como rápido se vai embora.

Paulo Baldaia

Diário de Notícias, 13-05-2012

Portugal tem hoje a geração mais bem preparada de sempre, com o nível de formação mais elevado que alguma vez conseguiu alcançar, tanto na área técnica e científica como nas humanidades.

Paulo Pisco

Público, 13-05-2012

Ser grande, tornando os outros pequenos, é preparar a própria ruína. No entanto, ainda vai levar tempo a compreender que dominação não é poder. O verdadeiro poder é uma especial capacidade de servir, de tornar as pessoas mais pessoas e não as reduzir a número ou mercadorias.

Bento Domingues

Público, 13-05-2012