É uma mensagem moral e política. Moral porque saúda os países que, renunciando à atitude do passado, fizeram a paz. E política num momento em que os povos duvidam e uma parte toma partido contra a Europa.
Jacques Delors, ex-presidente da Comissão Europeia, sobre a atribuição do Nobel da Paz à União Europeia
(…) Há cerca de 300 mil pessoas que não auferem qualquer rendimento. Procuro imaginar como se pode viver assim e fico com a certeza de que a solidariedade não desapareceu do meu país. As famílias e as IPSS fazem o possível e o impossível para que Portugal não tenha destaque na legião de esfomeados que povoa o planeta.
Paulo Baldaia
Diário de Notícias, 14-10-2012
(…) O mais paradoxal é que a Igreja [no Vaticano II], com o seu aggiornamento, diálogo, abertura, apenas estava, no essencial, a reconciliar-se com o melhor do Evangelho, que, desgraçadamente, tinha tido de se impor na modernidade contra a Igreja oficial: os direitos humanos, a dignidade sagrada da pessoa humana, a liberdade religiosa, a inviolabilidade da consciência.
Anselmo Borges
Diário de Notícias, 13-10-2012
Vivemos numa época que pensa poder viver sem colocar as perguntas fundamentais da existência, embriagada num utilitarismo míope. Reduzindo a Caridade a mera solidariedade e sem saber onde radicar a Esperança, torna-se cada vez mais claro que o que falta no mundo é a Fé. Ignorando o significado da vida, tudo o resto perde sentido.
João Cesar das Neves
Diário de Notícias, 08-10-2012
Não vimos de nós mesmos. Também não nos confundimos como nosso património genético. Situamo-nos numa história, numa língua e assumimos, de forma necessariamente seletiva, um património, uma linhagem. Depois de ter desfeito muitas quimeras, tentamos viver na companhia da esperança. Não somos nem o último dia, nem a última noite do mundo.
Bento Domingues
Público, 14-10-2012
