Na Imprensa

A culpa das duras medidas de austeridade é dos especuladores, diz-se. Estes atacaram o nosso país com juros altíssimos nos empréstimos ao Estado, travando também o crédito externo aos bancos portugueses. As teorias conspirativas deste género florescem entre nós. Elas dão jeito para alijar responsabilidades.

Francisco Sarsfield Cabral

Público, 04-10-2010

Em 1950, Robert Schuman disse: “A Europa não se fará de um golpe, nem numa construção de conjunto: far-se-á por meio de realizações concretas que criem em primeiro lugar uma solidariedade de facto”. Schuman foi ministro dos negócios Estrangeiros francês. Passados 60 anos, falar em solidariedade francesa soa a ironia. Pelo menos no que aos ciganos diz respeito.

Maria de Deus Botelho

Público, 04-10-2010

Outra mentira habitual é a de que o regime saído do 5 de Outubro teria feito da educação uma das suas prioridades – é o mito da “educação republicana”, essa lenda que alimenta a farsa da “inauguração”, pelo centenário, de 100 novas escolas. Ora a primeira preocupação da República não foi a educação, antes a perseguição dos católicos, em especial dos jesuítas. Menos de cem horas depois de José Relvas ter subido à varanda dos Paços do Concelho de Lisboa, foi proclamada uma lei a renovar a proscrição dos jesuí-tas, repondo em vigor a legislação do Marquês de Pombal. Todos os membros de associações religiosas foram proibidos de “exercer o ensino ou intervir na educação”, o que teve como consequência imediata o encerramento de muitas escolas. No tempo de Pombal a expulsão dos jesuítas fizera desaparecer a rede de ensino secundário, a qual levaria décadas a ser reconstruída; com a República repetia-se o mesmo erro.

José Manuel Fernandes

Público, 04-10-2010

Que república é esta que trata os seus filhos de forma desigual e assiste da bancada vip aos crescimento da pobreza, da miséria e do desemprego?

Rui Rangel

Correio da Manhã, 08-10-2010