(…) A compaixão não é apenas a recusa da indiferença. Impele a trabalhar, sem descanso, para aliviar o sofrimento do próximo, a destronar o nosso eu do centro do mundo, para aí colocar os outros. Ensina-nos a reconhecer o carácter sagrado de cada ser humano e a tratar cada pessoa, sem excepção, com respeito, equidade e absoluta justiça.
Bento Domingues
Público, 22-11-09
Com o tempo, ficamos sem perceber quem é culpado ou inocente, que é corrupto ou sério, quem tentou condicionar a Justiça e quem é que a Justiça queimou na sua fogueira.
Ricardo Costa
Expresso, 21-11-09
Temos uma justiça que, quando se cruza com a classe política, não condena nem absolve: só suja.
Rui Ramos
Correio da Manhã, 20-11-09
“Ganhámos.” “Conseguimos o que todos ambicionávamos.” “Parabéns aos portugueses.” “Vamos à África do Sul.” Peço licença para discordar: não ganhei nada, não ambicionava nada, não mereço parabéns e, excepto sequestro, é garantido que não irei, mesmo metaforicamente, a nenhum pedaço do hemisfério sul. Mas foi assim que os canais televisivos se me dirigiram quando os liguei após um jogo entre Portugal e a Bósnia.
Alberto Gonçalves
Diário de Notícias, 22-11-09
O futebol está, cada vez mais, a promover a sua decadência. A não ser que medidas urgentes sejam tomadas para que a verdade desportiva triunfe.
Editorial
Diário de Notícias, 21-11-09
A mais perigosa ilusão da nossa civilização consiste em o Homem pretender libertar-se totalmente da tradição e de todo o sentido preexistente, para abrir a perspectiva de uma autocriação divina. Esta “confiança utópica” e esta “quimera moderna” de inventar-se a si mesmo numa perfeição ilimitada “poderiam ser o mais impressionante instrumento do suicídio criado pela cultura humana”. É que, “quando a cultura perde o sentido do sagrado, perde todo o sentido”.
Anselmo Borges
Diário de Notícias, 21-11-09
