A conversão do desejo não significa nada enquanto não estabelecer um critério e uma hierarquia daquilo que realiza a pessoa em sociedade e aquilo que a degrada.
Se as situações difíceis servirem para uma revisão profunda de critérios de vida, a nível individual e social, não andaremos a alimentar ficções para “depois da crise”.
Bento Domingues
Público, 03-07-2011
Este nosso tempo é-o na perplexidade. Vejo muita gente angustiada com o que aí está e sobretudo com o que aí pode vir. De facto, ninguém reflexivo, que não tenha metido a massa encefálica no frigorífico, pode viver como se o amanhã não pudesse ser a hecatombe e o caos. Há épocas na História de relativo sossego, mas a nossa é de sobressalto. A crise é imensa, e é sobretudo moral. Crise de valores.
Anselmo Borges
Diário de Notícias, 02-07-2011
Há uma fina ironia no nome que o Fisco dá aos contribuintes: ‘sujeitos passivos’. Sujeitos a cada vez mais impostos. Passivos a aceitá-los.
Pedro Santos Guerreiro
Jornal de Negócios, 02-07-2011
Ter os cofres vazios até pode ser benfazejo, se servir para que nos metamos em brios e os enchamos à custa do nosso esforço, em vez de esperar que outros o façam por especial favor. Está aí um novo governo. Terá ânimo para isso? Teremos nós ânimo para isso?
Carlos Fiolhais
Público, 01-07-2011
O ajustamento da Europa a um Mundo em mudança só dá a certeza de dias muito difíceis.
João Vaz
Correio da Manhã, 30-06-2011
