Na “rota” de Frei Miguel de Bulhões e Sousa

No dia 16 de Setembro, cerca de meia centena de habitantes de Aradas vão a Leiria visitar locais onde ainda permanece viva a memória do bispo Frei Miguel de Bulhões e Sousa, um dos mais ilustres naturais de Verdemilho, onde nasceu em Abril de 1706.

De acordo com Amaro Neves, autor da biografia de D. Frei Miguel de Bulhões e Sousa, publicada em Abril, evento que deu início às comemorações do terceiro centenário do nascimento daquele prelado, apesar desse bispo ser praticamente desconhecido na sua terra natal e em Aveiro, deixou uma obra de grande envergadura na cidade de Leiria, cidade onde ainda hoje existem cinco locais que ostentam o brasão de Frei Miguel de Bulhões e Sousa.

Na cidade do Lis, a comitiva de Aradas irá visitar locais marcantes da vida e obra de Frei Miguel de Bulhões e Sousa, como a Catedral (onde está sepultado), a Torre do Relógio, o Santuário de Nossa Senhora da Encarnação e o Castelo.

Em 1730, Miguel de Bulhões e Sousa foi ordenado padre. Quinze anos mais tarde, foi nomeado bispo de Malaca, cargo que desempenhou durante quatro anos, passando depois a desempenhar a função de bispo de Belém do Pará, no Brasil, onde também ocupou o cargo de governador do estado de Grão-Pará.

Em 1760, renunciou ao bispado de Belém do Pará, assumindo depois o lugar de bispo de Leiria, diocese onde se manteve de 1761 a 1779. Morreu em Cortes (Leiria), no ano de 1779, estando sepultado na Catedral de Leiria.

Para além do trabalho de investigação biográfica efectuado por Amaro Neves, que culminou na publicação da biografia de Frei Miguel de Bulhões e Sousa, as comemorações do terceiro centenário do nascimento deste prelado contaram já com o descerramento de uma placa evocativa na Igreja Paroquial de Aradas e a inclusão do seu nome na toponímia de Aradas (numa rua junto ao centro comercial Glicínias).