Não é a mesma coisa crer e não crer

Livro Crer, para quê? À conversa com os que perderam a fé

José Antonio Pagola

Gráfica de Coimbra -2

218 páginas

“Não é a mesma coisa crer e não crer” é um dos capítulos desta obra que é dirigida sobretudo àqueles que ao longo dos tempos se foram afastando da fé cristã. Para muitos, o afastamento deu-se precisamente por não notarem diferenças entre crer e não crer. Aliás, alguns notam-nas no sentido da descrença. Não crer será mais vantajoso do que crer, na linha do que dizem os autocarros londrinos (“Provavelmente, não existe Deus. Por isso, deixe de se preocupar e goze a vida”)… Ora, os crentes chegam à mesma conclusão, partindo da convicção oposta. Porque Deus existe, temos menos preocupações (aconselha Evangelho que não nos deixemos assoberbar pelas “preocupações da vida”, Lucas 21,34) e vida em abundância (João 10,10), ainda que “preocupações” e “gozar a vida” possa ter sentidos diferentes, consoante o ponto em que nos colocamos. “Crer” é melhor do que “não crer” quando se crê com exigência, mas sem obsessão, com partilha, mas sem cruzadas, com coerência, mas sem escrúpulos, com acção, mas sem messianismo, com dúvidas, mas sem desespero, com alegria, mas sem triunfalismo.

“Crer, para quê?” parte da necessidade que hoje temos de tudo justificar, em tudo encontrar utilidade, para a seguir delinear um itinerário de reencontro com a fé. As partes desta obra são uma escada que conduz à vida em Deus: 1. Crer, para quê?; 2. Será possível reagir?; 3. Como procurar Deus?; 4. Como caminhar para Deus?; 5. Pode-se aprender a rezar? 6. Jesus, o melhor caminho; 7. Viver a Deus de uma maneira nova.

O livro destina-se aos “buscadores”. O grupo inclui os que escorregaram para a indiferença, os que se afastaram da prática religiosa, os que passaram por uma crise moral, os que estão em choque com a Igreja, os “em crise ideológica”, os desmazelados… Mas qualquer crente encontrará nesta obra pistas para o caminho nunca completamente percorrido.

O autor

José Antonio Pagola foi vigário episcopal da diocese de San Sebastián (País Basco, Espanha) e é actualmente director do Instituto de Teologia e Pastoral de S. Sebastián.

Grande parte do conteúdo deste livro foi publicado em forma de artigos numa revista dos franciscanos de Guipúzcoa (País Basco).

J.P.F.