Ponta de Lança 1. É comum, como desbloqueador de conversação ou constatação de facto, utilizar-se a expressão (“não há ambiente”) com alguma criatividade semântica. Poder-se-á dizer que o contexto onde determinada situação pode ocorrer não tem todos os requisitos para que tal se proceda; poderá querer-se ironizar com as circunstâncias, gerando na negação como que uma antítese. Por fim, há coisas que saturam tanto que fazem o ambiente irrespirável – a congeminação na projeção (mecanismo de defesa, da psicologia) é uma delas!
Não há ambiente que resista aos sucessivos desmandos e atrasos na aplicação das resoluções que consiga resistir até 2020, como agora se discute na cimeira do Qatar – segunda-feira, dia 26 de Novembro, em Doha, no Qatar, e prolonga-se até dia 7 de dezembro (eventualmente estendendo-se até domingo, dia 9), a mais importante reunião anual mundial sobre clima, a 18.ª Conferência das Partes (COP18) da Convenção das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas. Pode ler-se no sítio on line da Quercus: os acordos alcançados em Durban, em 2011, relançaram a esperança em ultrapassar a desilusão que marcou a Cimeira de Copenhaga em 2009. Há assim a possibilidade de recolocar o mundo num caminho de emissões reduzidas, pronto para tirar partido das oportunidades que surgem pelos novos mercados e inovação tecnológica das tecnologias limpas, pelo investimento, emprego e crescimento económico.
Contudo, esta janela de oportunidade estará aberta por pouco tempo. Para tirar partido deste potencial são necessárias ações decisivas na COP18. O nível de ambição a curto prazo tem de ser mais elevado e é imperativo que seja acordado um calendário de negociações de modo a alcançar um regime climático global justo, ambicioso e vinculativo em 2015.
Esta semana, a Agência Europeia do Ambiente alertou para o facto das alterações climáticas estarem a afetar todas as regiões da Europa, causando múltiplos impactes na sociedade e no ambiente, danos que, no futuro, poderão ter custos elevados.
Os maiores investidores mundiais pediram aos governos para intensificarem a sua ação contra as alterações climáticas e para aumentarem o investimento em energia limpa, de modo a evitar um impacto que custará milhões à economia.
2. Para usar da trágica ironia, não há ambiente que resista às diatribes do “Executivo” da Câmara Municipal de Aveiro! Serviço público, local, e os cidadãos sé podem… “ESPERAR SENTADOS”.
Das “redes sociais” entende-se que após solicitação feita à CM Aveiro no sentido dos moradores do Alboi serem esclarecidos quanto ao verdadeiro projeto para o Largo Conselheiro Queirós, no prazo de 48 horas, e ultrapassado esse tempo, os mesmos continuam sem obter qualquer resposta.
Assim, depois de reunirem, concluíram encetar novas formas de protesto. Ficou então agendado para o dia 26 de novembro (segunda-feira passada), a partir das 14h, que todos os moradores e amigos disponíveis iriam “ESPERAR SENTADOS” no Largo Conselheiro Queirós.
E todos os interessados podiam juntar-se a este protesto, levando uma cadeira para… “ESPERAR SENTADOS”.
E esperaram mesmo! Isto é, indignados puseram-se a caminho, agiram!
Estas e tantas outras faltas de ambiente dão lugar à indignação.
