Diziam, há dias, as informações, que Portugal vai continuar a ser um dos países mais poluidores, no concerto das nações europeias, num assustador crescendo durante os próximos anos. A par disso, países entrados na União Europeia depois de nós estão no caminho decrescente, com perspectivas muito próximas de uma “vida limpa”.
Ficamos sempre inquietos, quando o nosso país aparece na lista negra. Será apenas ciúme daqueles que trilham caminhos mais correctos? Ou não será, antes, a íntima convicção de que continuamos a ser enganados por quem tem o poder de decisão e que não quer tomar medidas antipopulares?
Não é novidade que a nossa economia vive ainda demasiado de energias poluentes, que, para maior desgraça, nos tornam muito mais dependentes. Mas a mudança é ou não é possível? As energias alternativas, renováveis e não poluentes, estão disponíveis com abundância neste recanto da Europa. Ou não é verdade?
Será que o problema é do investimento exigido ou é dos interesses instalados? Não recuperaríamos, porventura mais depressa do que imaginamos, os custos de instalação? Tenho cá para mim que o problema não é tanto a incapacidade económica, mas a incapacidade de “limpeza” nas decisões!…
Ao nosso alcance está, sem dúvida, a educação para a separação de lixos, que leva ao aumento da reciclagem dos resíduos, com benefícios acrescidos de menor poluição e de reutilização de materiais. A questão é que não basta multiplicar as bombásticas frases publicitárias. É preciso ter, no coração e na inteligência, a vontade firme de ser educado, de ser solidário, de reconhecer e agradecer a criação…
É preciso que os educadores se empenhem, não simplesmente por conveniência política, mas por opção de cosmovisão, em semear no coração e na inteligência dos educandos esta vontade de legar o mundo melhor do que o encontraram, em vez de o usufruírem de maneira egoísta, que será sempre destruidora!
Afinal, está muito mais nas nossas mãos do que nas mãos da Natureza fazer desta Terra um lugar habitável e aprazível para todos!
