Embora longe do fogo urbano Nariz é uma das localidades que, porventura,
por estar longe se vão esquecendo das suas carências como sucede com outras freguesias rurais. E por mais boa vontade que se tenha em se estar atento à ruralidade, o certo é que quem está longe do lume tarde ou mal se vai aquecendo.
Em Nariz está a funcionar, desde há dias, como noticiamos, a chamada Capital do Concelho por um mês.
Quem há 30 anos viu esta localidade depressa se apercebe de que, apesar de todas as dificuldades, muito progrediu. A velha Igreja que vimos encravada entre terrenos está hoje arejada com um largo aberto à comunidade e ao lado uma estrutura capaz de responder aos anseios dos fregueses. Porém, a Junta e o Centro Comunitário necessitam de obras urgentes, conforme nos referiu o pároco, padre José Augusto Pinho Nunes, uma sede da Junta de Freguesia e ao lado o Centro Paroquial.
Mas aquela localidade tem outras carências, umas a caminho de solução e de resposta e outras, porventura, no papel.
Segundo nos informou o autarca Manuel Arede de Jesus, um dos presidentes mais antigos do país, um homem que muito deixou nas ex-colónias portuguesas, (donde veio com as palhas atadas à cinta) a exercer o seu múnus cívico desde quase o alvorecer do Revolução, “já muito se fez nesta terra mas muito há ainda a fazer. Porém, temos esperança que isto vai a bom porto”. Saneamento, águas e campo de futebol foram algumas das obras acabadas ou quase a acabar. As ruas estão em mau estado mas é por causa, como se sabe, do saneamento. Outras estruturas estão na forja e há que arrancar com elas para dar melhor vida a esta gente” — diz-nos Manuel Arede de Jesus.
O Centro Social e Paroquial de São Pedro de Nariz, segundo nos informou o Pároco, padre José Augusto, está concluído e a funcionar desde Abril. Tem, para já, três valências de infância com 30 crianças na creche, 20 no Jardim Infantil e 20 no ATL. E espaço para Centro de Dia, este ainda a arrancar logo que sejam satisfeitas as condições necessárias para a sua funcionalidade. Algumas destas lacunas estão a ser colmatadas pela estrutura social da Palhaça, onde é também pároco o padre José Augusto, que assim vai estando atento às carências prioritárias das comunidades.
Para o pároco José Manuel o Estado (PIDAC) concedeu para a nova obra 141.000 euros. Até este momento recebeu apenas 33.000 euros correspondentes aos anos de 2001 a 2003. A Câmara de Aveiro, como se ouviu na reunião inaugural de Nariz — Capital do Concelho — aprovou um subsídio para a construção e remodelação do Centro Social no valor de 119. 711,50 euros
Faltam ainda 110 mil euros para esta obra. Porém, acrescenta o Padre José Augusto, “há outras carências que urge solucionar, como, por exemplo, a reconstrução da Igreja. A Autarquia já acordou em conceder, para já, o apoio técnico. Esperamos que Nariz, em todos os seus quadrantes, não seja uma freguesia abandonada, mas que todos pensem na sua valorização.
A construção total do Centro Social e Paroquial foi de 80 mil contos mais IVA. Até este momento pagámos cerca de 35 mil contos com os fundos da instituição que colhemos.
