Até ao final de 2009, onde hoje é a Avenida dos Bacalhoeiros, na Gafanha da Nazaré, deverá surgir uma nova via, ligando a A25, junto à Friopesca, ao terminal de granéis sólidos e líquidos do Porto de Aveiro e à via já em exploração (que liga o porto à A25 mas junto à ponte de Barra). Será a conclusão da VCP – Via de Cintura Portuária. Na nova via, duas rotundas e três restabelecimentos vão assegurar a ligação da comunidade da Gafanha da Nazaré ao Porto de Pesca do Largo. A obra tem um custo de 6,9 milhões de euros e oito meses como prazo de execução.
A assinatura do auto de consignação da empreitada, entre a Administração do Porto de Aveiro (APA) e a Rosa Construtores, deu-se no dia 9 de Janeiro, presidindo ao acto a secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino.
Realojamento de seis famílias ciganas
José Luís Cacho, presidente do conselho de administração da APA confessou ter receado que a obra nunca avançasse por causa da crise, “que vai muito para além do real, com a crise representada, amplificada até mais não”, e agradeceu a Ribau Esteves o “realojamento em condições ímpares” de seis famílias da comunidade cigana que habitavam numa área da futura via. O presidente da Câmara Municipal de Ílhavo, por seu lado, afirmou que o realojamento foi “resolvido com paz e sossego” e destacou o papel de Jaime Nascimento, patriarca da comunidade cigana. Em relação à obra, disse que “demorou tempo de mais” a ser decidida, uma vez que os seus antecessores Rocha Galante e Humberto Rocha também por ela lutaram. E espera que mantenha a referência aos Bacalhoeiros. Ribau Esteves notou que a obra em causa é a única em que “o interface APA / área urbana é directo” e aproveitou a ocasião para lamentar que a marina da Barra não tenha avançado por causa “de uma rã, dois pés de junco e quatro gaivotas”. A marina teria criado 1500 postos de trabalho, defendeu.
A secretária de Estado dos Transportes destacou a importância da nova via para a actividade económica do Porto de Aveiro e inseriu-a no contexto da melhoria das “acessibilidade terrestres e marítimas” previsto num plano governamental de 2006. Ana Paula Vitorino destacou outras obras que contribuem para a “afirmação da posição do Porto de Aveiro no contexto nacional e ibérico”: o acesso ferroviário (que estará concluído em 2009, custando 73 milhões de euros), a plataforma logística em Cacia (já operacional) e a dragagem até à cota -12,5 m para permitir a navegação de navios maiores (investimento de 32 milhões de euros).
J.P.F
