Nova igreja de Anadia é sinal de futuro com Deus

Bispo de Aveiro abençoou nova igreja de Arcos – Anadia. Pároco espera que seja um “templo de Pentecostes” que sirva e una a comunidade cristã.

“Ao dedicar esta Igreja, consagrar o seu altar e declará-la, a partir de hoje Igreja matriz de S. Paio de Arcos de Anadia, quero dizer-vos que ela será a Igreja Mãe de toda a comunidade, o lugar da celebração da fé, dos sacramentos e da festa da família cristã, a casa e a escola da comunhão de toda a comunidade cristã”, afirmou D. António Francisco, na inauguração da igreja paroquial de Arcos, na tarde de 25 de Setembro.

O Bispo de Aveiro congratulou-se com a obra “bela e exemplar” que desde há 30 anos se embalava no coração de “tantos, bispos, sacerdotes, religiosos e leigos”. Recordou o P.e Alexandre Vilarinho, que iniciou a obra, e saudou o P.e António Manuel Torrão, que a desenvolveu e concluiu. “Muitos pensaram, ao longo de tantos e demorados anos, que faltavam as forças e escasseava o dinheiro para tão audacioso projecto. Também aqui o desalento e a dúvida bateram à porta de muitos que viam tardar esta hora tão ansiada. Bastou a decisão firme de um novo pároco, a colaboração determinada de um grupo de cristãos, responsáveis, trabalhadores e incansáveis e a generosidade nunca esgotada no coração dos crentes e a Igreja ergueu-se bem alto nesta pequena colina para ser centro de uma cidade a nascer. Aqui se levanta uma cruz erguida, para ser vista e venerada de todos os horizontes desta nova cidade”, proclamou D. António Francisco.

O Bispo de Aveiro recordou com alegria a visita pastoral ao arciprestado, no ano passado, e realçou o lema da viagem do Papa à Alemanha, que terminava nesse domingo: «Onde há Deus, há futuro». “Esta Igreja é sinal claro dessa certeza a dizer-nos que há Deus no coração de tantos irmãos e irmãs desta amada cidade da Anadia. Esta Igreja fala-nos de Deus e manifesta com invulgar clareza o desejo de estar com Deus”, rematou.

Após a celebração, no interior da igreja, completamente lotada, realizou-se uma sessão solene com a intervenção de alguns protagonistas da construção: Mário Teixeira, membro da primeira comissão de obras, P.e Torrão, pároco, D. António Francisco e o arquitecto Francisco Perry Azevedo. O pároco justificou a obra como necessidade pastoral, não só para as celebrações para também para a catequese e os funerais, avançou alguns valores (até agora gastaram-se cerca de 1,4 milhões de euros) e agradeceu a empresas e organismos públicos. Deixou ainda um desejo: que a nova igreja não seja como uma “torre de Babel a dividir os cristãos”, mas um “templo de Pentecostes”, onde se faça sentir “a acção do Espírito Santo”. Seguiu-se um lanche e convívio no espaço exterior até ao cair da noite.