Bento XVI declarou no domingo, ao inaugurar o sínodo, que a alemã Hildegarda de Bingen e o espanhol João de Ávila são doutores da Igreja.
A monja beneditina Hildegarda de Bingen, nascida em 1098 e falecida em 1179, no atual território germânico, foi oficialmente canonizada pelo atual Papa no último dia 10 de maio, que estendeu a toda a Igreja Católica o seu culto litúrgico. Hildegarda, disse na ocasião o Papa, “assumiu o carisma beneditino no meio da cultura medieval, foi uma autêntica professora da teologia e estudou aprofundadamente a ciência natural e a música”. A monja e fundadora de dois mosteiros escreveu livros de mística e teologia, textos de medicina e análises de fenómenos naturais. É a quarta doutora, depois de Teresa de Ávila, Catarina de Sena e Teresinha de Lisieux.
São João de Ávila (c. 1499-1569) foi canonizado a 31 de maio 1970 por Paulo VI. Foi examinador da autobiografia de Teresa de Ávila e apoiou o português São João de Deus na fundação de casas de apoio aos desfavorecidos. A obra do novo doutor da Igreja inclui o ‘Tratado do amor de Deus’ e o seu percurso foi alvo de uma investigação da Inquisição, que o manteve dois anos na prisão, tendo sido absolvido e libertado em 1533.
O título de doutor da Igreja é atribuído a fiéis que se tenham distinguido pela santidade de vida, ortodoxia doutrinal e sabedoria.
