Novos fundos documentais no Arquivo Municipal de Albergaria

Um professor doou jornais antigos, alguns com mais de 100 anos; um advogado ofereceu um processo de 1846. As freguesias de Alquerubim e Branca também cederam diversos documentos

O Arquivo Municipal de Albergaria-a-Velha assinalou o seu segundo aniversário, no 21 de Novembro, com a celebração de quatro protocolos com particulares e instituições, dois de doação e dois de aquisição sob forma de depósito, de modo a enriquecer o seu fundo documental.

O professor Jorge Manuel Arede Figueiredo doou diversos jornais locais antigos, muitos deles com mais de 100 anos. Por sua vez, o advogado Santiago de Lemos entregou ao Arquivo um processo judicial cível de 1846, do Julgado de Paus.

Os protocolos foram celebrados com as Juntas de Freguesia de Alquerubim e da Branca. A primeira, cedeu vários livros de actas e o projecto da Igreja de Santa Marinha, do Arquitecto Francisco Silva Rocha, um dos nomes mais importantes da arquitectura Arte Nova, enquanto a segunda entregou sob forma de depósito vários livros de actas, correspondência e registos.

O Arquivo Municipal comprometeu-se a fazer o tratamento arquivístico e a difusão dos documentos entregues ao seu cuidado que, desta forma, ficam acessíveis a um público mais vasto.

Ainda neste dia houve uma visita guiada às instalações, com paragem no depósito documental com cerca de mil metros de estantaria compacta, e ir em “Busca dos Documentos Antigos”. Nesta actividade, os visitantes puderam conhecer algumas raridades, tais como partituras da Banda Alba, doadas pela Metalurgia e Fundição METAFALB, S.A., o “Esquema das Azenhas da Ribeira de Fontão” do início do século XX, cedido a título de depósito por Joaquim Almeida, e o muito aguardado Foral Manuelino de Frossos, do século XVI, cedido pela Junta de Freguesia de Frossos e que, devido à sua frágil condição, não é exposto em espaços públicos.

C.F.