Ponta de Lança A figura tem de ser esguia, atlética, atenta, elegante, conhecedora das leis do jogo.
Durante o jogo tem de saber relacionar-se bem com todas as facções envolvidas, não atender às pressões!
Se é novato não serve (pode cair no ridículo de se exibir por tudo e por nada, contra tudo e contra todos); se é entradote está acabado (tem tendência a relativizar, já não vai em manhas; torna-se um avô; pode subverter o próprio jogo, por distracção ou por pensar que é dono da verdade, dada a experiência que possui acumulada de tantas batalhas!).
O ideal, o árbitro que a opinião pública aprecia, situa-se na meia-idade (a expressão mais anacrónica para definir o que não se sabe quando termina!); que é como quem diz, suficientemente amadurecido para não ir em desmandos da juventude, ainda com vitalidade para garantir que acompanhará o jogo em todo o campo e em todos os campos!
Costuma-se dizer que o melhor árbitro é aquele que ninguém… dá por ele! Ou seja, a sua ausência (da ribalta), a sua subtileza é sinal de eficácia! Nobre apreciação!
Infelizmente somos um povo de dizeres e, talvez por isso, antes do jogo, derrota-se tudo e todos; movimentam-se mundos e fundos para inibir ou inquinar (a favor da nossa equipa) o desempenho da arbitragem. Isso chama-se, em bom português, querer ganhar a qualquer custo! Devia ser banido.
É também por essas razões, e certamente por outras, que há abstenção… que os estádios estão vazios!
Pior que isto, só o ridículo de ver os próprios árbitros a dizer mal uns dos outros! Infame!
Em suma, depois da “chicotada psicológica”, da mudança de treinador. Resolvemos falar do futuro Presidente da República. Já foi “timoneiro”, agora, na nossa opinião, por metáfora, é árbitro, um moderador mas também um juiz atento do novo timoneiro. Que a arbitragem seja sem mácula, assim ganhará Portugal!
Desportivamente… pelo desporto!
