Notas Litúrgicas G) Rito da bênção e da reserva do Santíssimo
Terminada a oração, o ministro ordinário reveste os paramentos, incluída a capa pluvial, se o Sacramento está exposto na custódia, e, uma vez no altar, faz a genuflexão simples e ajoelha-se. Canta-se um hino ou cântico eucarístico, enquanto o ministro incensa o Santíssimo exposto na custódia; se a exposição é feita com a píxide, pode omitir-se a incensação. De pé, recita a oração. Depois de colocado o véu de ombros, faz a genuflexão, toma a custódia ou a píxide e faz com o Santíssimo o sinal da cruz em silêncio sobre o povo, para o abençoar.
Acabada a bênção, reserva o Santíssimo no sacrário, enquanto se podem ir recitando as tradicionais aclamações, e, feita a genuflexão, o ministro retira-se para a sacristia, enquanto o povo, se for oportuno, canta alguma aclamação.
Quando actua o ministro extraordinário, enquanto se canta o hino ou cântico eucarístico não há inconveniente algum em incensar o Santíssimo e em recitar a oração antes de fazer a reserva do Sacramento e, inclusive, é de aconselhar que a recite para solenizar o final da adoração, pois não pode dar a bênção com o Santíssimo.
H) As procissões eucarísticas
As procissões são também uma forma de culto ao Santíssimo Sacramento e exprimem a fé e a piedade religiosa do povo cristão; são um testemunho público da crença na presença real de Cristo nas espécies sacramentais e um sinal de que a Igreja é um povo peregrinante para a cidade definitiva.
Hoje, por diversos motivos, proliferam nas nossas ruas manifestações de carácter político, social, laboral e, no entanto, existe uma certa alergia em manifestar publicamente a crença religiosa.
Entre todas as procissões eucarísticas, ocupa um lugar preeminente a que se realiza todos os anos na solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo ou em algum outro dia mais oportuno ou próximo desta solenidade. Desde há séculos adquiriu direitos de cidadania e converteu-se numa manifestação popular de fé e de adoração, entre a maioria dos povos católicos. Naquelas igrejas locais em que não seja aconselhável ou possível a procissão eucarística, é conveniente que se realize outra celebração pública de adoração na catedral, com a participação do povo.
O Ritual da Sagrada Comunhão e culto da Eucaristia fora da Missa estabelece uma flexibilidade referente aos modos de fazer as procissões eucarísticas. É conveniente que a procissão se faça imediatamente após a missa, na qual se consagrou a hóstia para a procissão; também se pode fazer depois de uma adoração prolongada. A procissão pode sair da igreja e dirigir-se a outra igreja, mas nada obsta que saindo de uma igreja regresse à mesma. A procissão terminará sempre com a bênção do Santíssimo Sacramento sobre o povo.
SDPL
